A partir do próximo mês, os consumidores brasileiros não pagarão nenhuma taxa extra na fatura de energia elétrica, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25), marcando a retomada da bandeira verde.
Fim do encargo amarelo A alteração no sistema tarifário acontece depois de cinco meses consecutivos sob a bandeira amarela, período em que a população arcou com um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Mais chuvas nas regiões Sul e Sudeste De acordo com o órgão regulador, o retorno da bandeira verde é reflexo direto do incremento no volume de precipitações, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, fator primordial para a recuperação e estabilização dos reservatórios das hidrelétricas do país.
Menor dependência de usinas térmicas Com a melhora na capacidade de armazenamento de água nas barragens, a agência reguladora aponta que será viável diminuir a ativação de modalidades de geração mais dispendiosas, a exemplo das usinas termelétricas, que funcionam com queima de combustíveis.
Como funciona o sistema de bandeiras Implementado pela Aneel em 2015, o mecanismo de bandeiras tarifárias serve para demonstrar a flutuação nos custos de produção de eletricidade. As cores estipuladas evidenciam o preço necessário para o Sistema Interligado Nacional (SIN) abastecer lares, comércios e fábricas.
Previsão mensal de custos Dessa maneira, a coloração da bandeira é estabelecida conforme a projeção de gastos para a geração de eletricidade em cada período. Enquanto a faixa verde não traz nenhum valor extra, as categorias amarela e vermelha elevam a cobrança proporcionalmente ao volume de energia utilizado.
Os valores vigentes no sistema Atualmente, a estrutura de cobrança adicional funciona da seguinte forma: bandeira verde não gera nenhum acréscimo; bandeira amarela cobra R$ 1,88 a mais por 100 kWh; bandeira vermelha no Patamar 1 adiciona R$ 4,46 para o mesmo consumo; e a bandeira vermelha no Patamar 2 representa um custo extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh.










