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Política

Vereador admite compartilhamento de vídeo falso contra campanha do PT e minimiza denúncias

Conteúdo/ODOC – O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL) afirmou que compartilhou um vídeo falso sobre a campanha do PT, mas disse ter apagado o conteúdo e corrigido a informação após descobrir o erro. Denunciado à Polícia Civil e ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o parlamentar declarou que não recebeu comunicação oficial das autoridades nem foi indiciado pelo episódio.

Ao comentar o caso, Ranalli minimizou a apresentação da denúncia e afirmou que já enfrenta questionamentos por outras publicações nas redes sociais. “Eu já tô acostumado, agora indiciado, eu nunca fui indiciado em nada”, declarou.

A publicação associava uma apresentação do cantor Joia de Couro, durante a Marcha para Exu, na Avenida Paulista, a um ato de apoio ao presidente Lula (PT). O vídeo foi compartilhado com a chamada “Campanha de Lula vira ritual de invocação”, embora as imagens não tivessem relação com a manifestação petista.

Ranalli sustentou que desconhecia a falsidade da associação quando republicou o material. Segundo ele, a correção foi feita por iniciativa própria após receber informações sobre a origem da gravação. “Eu entrei e falei: ó, o vídeo é fake, tô tirando, tá aqui a realidade, tá explicado”, afirmou.

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Questionado sobre o cuidado necessário antes de divulgar informações, considerando o mandato e sua formação em jornalismo, o vereador disse que chegou a fazer uma checagem inicial, mas admitiu que a conclusão estava errada.

“Eu pesquisei, olhei e falei, cara, é real, aí de repente não é, eu vou e tiro sem problema nenhum”, declarou.

A representação pede que as autoridades apurem a divulgação do conteúdo. Agências de checagem desmentiram a ligação entre o evento religioso e a campanha do PT, e a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada da publicação. Nas redes sociais, Ranalli divulgou uma errata reconhecendo que o vídeo não mostrava a manifestação petista.

Ao defender sua conduta, o parlamentar também mencionou uma postagem sobre moradores do Nordeste, que motivou outro acionamento do Ministério Público em outubro. Ele classificou o conteúdo como crítica política e disse que também o excluiu após a repercussão. “Eu retirei sem problema nenhum, não preciso fazer celeuma sobre isso”, afirmou.

Ranalli ainda citou os questionamentos sobre suas declarações durante a discussão de um projeto que trata da participação de pessoas trans em competições esportivas. As falas são objeto de uma ação movida pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso e pela Defensoria Pública estadual.

Em outro episódio, a Polícia Civil abriu uma investigação, em maio, sobre supostas ofensas dirigidas ao vereador Daniel Monteiro (Republicanos) no plenário da Câmara de Cuiabá.

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